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A Desintegração da Alma no Crepúsculo Tecnológico

Volume II • A Fratura da Interioridade • Genealogia de uma Catástrofe
Capa de A Desintegração da Alma no Crepúsculo Tecnológico

Sobre a Obra

Se o primeiro volume desta coleção respondeu à pergunta sobre o que aconteceu com a existência humana sob o influxo da infraestrutura digital, este segundo volume — A Fratura da Interioridade: Genealogia de uma Catástrofe — propõe-se a responder ao interrogante mais fundo e mais exigente: como chegamos até aqui?

A fenomenologia do diagnóstico pressupõe um padrão de integridade; a genealogia tem o dever de reconstituir esse padrão e de rastrear a trajetória de sua progressiva dissolução. O volume articula-se em quatro movimentos.

O primeiro reconstitui a alma integrada na tradição clássico-cristã — a psyche grega orientada à contemplação, a anima agostiniana como interioridade reflexiva capaz de memória e transcendência, a síntese escolástica de Tomás de Aquino e o humanismo renascentista que afirmou a dignidade humana.

O segundo identifica as rupturas filosóficas modernas que desconstruíram conceitualmente essa integridade: o dualismo cartesiano, a dissolução humiana do eu, a subjetividade titânica do idealismo alemão, a subordinação marxista, a pulverização nietzschiana e o assédio freudiano ao sujeito.

O terceiro examina a dissolução tecnológica em seus pensadores fundamentais, de Heidegger a Shoshana Zuboff e Byung-Chul Han, mostrando como a técnica moderna não é instrumento neutro, mas lógica que tende à autonomização e à captura.

O quarto parte reconhece no momento presente a culminação desta trajetória: a ubiquidade conectada, a economia da atenção e a infraestrutura algorítmica que transformam o dividual fragmentado em norma.

A genealogia, ao revelar que a desintegração foi historicamente produzida e não fatalmente necessária, cumpre função filosófica decisiva: destrói o mito da inevitabilidade e cria a condição de possibilidade para a resistência que os volumes subsequentes haverão de examinar.

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