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A Desintegração da Alma no Crepúsculo Tecnológico

Volume IV • Para Além da Desintegração • A Resistência na Era Digital
Capa de A Desintegração da Alma no Crepúsculo Tecnológico

Sobre a Obra

Volume conclusivo de uma tetralogia que percorreu, em ordem necessária, os quatro movimentos que a gravidade do problema exigia — fenomenologia, genealogia, anatomia e, agora, resistência —, Para Além da Desintegração: A Resistência na Era Digital existe para responder à pergunta que os três volumes anteriores tornaram inadiável: o que fazer com a lucidez conquistada?

A resposta que oferece não é programa nem receita, mas algo simultaneamente mais modesto e mais exigente, porque mais honesto: a articulação rigorosa das possibilidades reais que subsistem para quem não está disposto a capitular.

O volume recusa com igual firmeza as duas tentações simétricas diante de um diagnóstico desta gravidade: a capitulação que se reveste de realismo e a consolação que dissolve a seriedade do problema em receitas individuais. Entre elas, propõe a esperança sóbria — categoria central da obra —, que reconhece simultaneamente a extensão do adversário e a impossibilidade moral da conivência.

A arquitetura da resposta organiza-se em três movimentos progressivos. O primeiro examina as resistências individuais: o reconhecimento lúcido da condição, a ascese atencional, a recuperação da memória interna e a reconquista da autonomia decisória.

O segundo desenvolve as resistências coletivas e institucionais: comunidades de resistência, redesenho institucional, regulação política e alternativas tecnológicas.

O terceiro avança em direção aos horizontes civilizacionais: a recuperação da teleologia, o redesenho do conceito de progresso, a educação para a integridade, o papel das tradições espirituais e a transmissão intergeracional do contraste experiencial.

O volume encerra a tetralogia com a categoria do cultivo — paideia, cultura, cura animarum —, afirmando que o pensamento que ainda sabe transmitir o que importa preservar não é herdeiro de uma derrota, mas o exercício, lento e exigente, do que há de mais especificamente humano.

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