Entre a Queda e a Redenção
Sobre a Obra
E se a Humanidade fosse subitamente convocada a responder por seus crimes perante o cosmos?
Numa madrugada comum em Copacabana, o advogado Estevão Lacerda é arrancado da Terra e conduzido ao Conselho Intergaláctico de Justiça — tribunal milenar onde civilizações estelares julgam espécies que ameaçam a ordem cósmica. Diante de juízes imemoriais e delegações alienígenas, a Humanidade torna-se ré formal: acusada de guerra sistemática, destruição ambiental consciente, corrupção institucional e desigualdade perpetuada como projeto civilizacional.
Vornak, representante da civilização de Karnath, apresenta acusação devastadora: cada crime humano documentado, cada tratado violado, cada inocente sacrificado ao altar da ambição. As projeções holográficas revelam não apenas o horror dos atos, mas sua repetição deliberada através dos milênios. A guerra não como acidente histórico, porém como idioma nativo. A fome não como fatalidade, mas como escolha econômica. A corrupção não como desvio, senão como sistema.
Estevão, homem comum forçado a defender toda a espécie, compreende que nenhum argumento técnico salvará a Humanidade. Não pode negar as acusações — são verdadeiras. Não pode alegar inocência — não existe. Resta-lhe apenas uma estratégia impossível: revelar o que subsiste de humano mesmo no abismo da culpa. Pequenas fidelidades cotidianas, gestos anônimos de bondade, a capacidade de reconhecer a própria queda — e nesse reconhecimento, pressentir o alto.
Ficha Técnica
- Autor
- Wencesláu de Abreu Filho
- Gênero
- Ensaio de crítica civilizacional
- Editora
- Uiclap
- Ano
- 2026
- Páginas
- 384
- ISBN
- 978-65-01-88704-3
- Formato
- Impresso
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